"Para refletir"

"...Porque contar uma história não basta, é preciso mostrar os detalhes"

terça-feira, 22 de maio de 2012

Um pouco da História da Fotografia


Durante muito tempo, alguns escritos reverenciaram o francês Louis Daguerre como o "inventor" ou descobridor da fotografia, ou seja, aquele que primeiro produziu uma imagem fixa pela ação direta da luz. Diz a história que, em 1835, ao fazer pesquisa em seu laboratório, Daguerre estava manipulando uma chapa revestida com prata e sensibilizada com iodeto de prata, que não apresentava nenhum vestígio de imagem. No dia seguinte, a chapa, misteriosamente, revelava formas difusas. Estava criada uma lenda: o vapor de mercúrio proveniente de um termômetro quebrado teria sido o misterioso agente revelador.
Rapidamente, Daguerre aprimorou o processo, passando a utilizar chapas de cobre sensibilizadas com prata e tratadas com vapores de iodo. O revelador era o mesmo mercúrio aquecido e o fixador, uma solução de sal de cozinha. Já em 1839, sua invenção, batizada de daguerreótipo - nome pelo qual a fotografia foi conhecida durante décadas - foi vendida ao governo francês em troca de uma polpuda pensão vitalícia.
Daguerre, mais do que um competente pesquisador, era um hábil comerciante. Provavelmente, a lenda do acaso na descoberta do revelador foi apenas uma jogada de marketing. Sem dúvida, Daguerre vinha trabalhando na idéia há muito tempo, acompanhando de perto, desde 1829, seu sócio na pesquisa da heliografia (gravação através da luz): Joseph Nicéphore Niépce, este sim o primeiro a obter uma verdadeira fotografia.
Ao contrário de seu colega, Niépce era arredio, de poucas falas, compenetrado na invenção de aparelhos técnicos e na idéia de produzir imagens por processos mecânicos através da ação da luz. O apego à produção de imagens começou com a litografia em 1813, curiosamente uma atividade ligada às artes, outra das áreas dominadas por Daguerre, talentoso pintor e desenhista de cenários.
Em 1816, Niépce iniciou os estudos com a heliografia. Só dez anos depois conseguiu chegar à primeira imagem inalterável: uma vista descortinada da janela do sótão de sua casa. Os resultados, porém, não foram nada auspiciosos. Utilizando verniz de asfalto sobre vidro e uma mistura de óleos fixadores, o processo não era muito prático para se popularizar. Daí os méritos inegáveis de Daguerre. Seus experimentos podiam ser repetidos sem grandes dificuldades por qualquer pessoa e o resultado era melhor. O primeiro daguerreótipo foi obtido dois anos após a morte de Niépce, mas, sem suas descobertas, talvez não tivesse acontecido.
 Outros dois nomes devem ser lembrados na história daquilo que se entende hoje por fotografia. Daguerre e outros continuaram a aperfeiçoar as chapas sensíveis, os materiais de revelação e fixação e até mesmo as objetivas. Mas foi uma invenção de Josej Petzval, matemático húngaro, que libertou os primeiros fotógrafos dos absurdos tempos de exposição, que chegavam à 30 minutos nos primórdios: uma lente dupla, formada por componentes distintos, com abertura f 3.6, trinta vezes mais rápida do que as tradicionais lentes Chevalier, adotadas até então.
Mesmo assim, o invento não resolvia o problema final para a total popularização da fotografia: a reprodução, pois todos os processos produziam um só positivo. Foi o inglês Fox Talbot que resolveu a pendenga, ao criar o sistema para reprodução infindável de uma imagem fotográfica a partir da chapa exposta, o negativo. Isto ocorreu na década de 40 do Século XIX. De lá para cá, todas as demais invenções foram aperfeiçoamentos de um mesmo sistema. Outra revolução igual só aconteceria com o advento da câmara digital.
 Se não em todas as áreas, com certeza na das invenções e descobertas, a história não tem sido justa com muita gente. A França, sem dúvida, foi a mãe da fotografia. Mas não se pode definir precisamente o pai. Hoje, graças ao trabalho incansável e obstinado do jornalista e professor Boris Kossoy, um terceiro nome disputa a paternidade da fotografia: Antoine Hercule Romuald Florence, francês de nascimento, mas brasileiro de mulher (duas), filhos (20), netos, bisnetos e tataranetos. Kossoy investiu, de 1972 a 1976, numa das mais ardorosas pesquisas e reconstituições de métodos, técnicas e processos já realizadas no Brasil para levar uma pessoa do anonimato ao pódio dahistória.
Hercules Florence, como ficou internacionalmente conhecido a partir da publicação do livro de Kossoy, "1833: a Descoberta Isolada da Fotografia no Brasil" (editora Duas Cidades, 1980), nasceu em 1804, em Nice, e, com a ajuda do pai, pintor autodidata, estudou artes plásticas. Aos 20 anos, sua natureza inquieta e uma insistente falta de emprego o conduzem a um desconhecido Rio de Janeiro, onde passa um ano como modesto caixeiro de uma casa comercial e, depois, vendedor de livros. Pelos jornais descobre a vinda do famoso naturalista russo Langsdorff e é aceito como segundo desenhista daquela que viria a ser uma das maiores e mais profícuas expedições científicas realizadas no Brasil dos séculos passados.
A contribuição de Florence à ciência, às artes e à história estava apenas começando. Em 1829, com o fim da expedição, ruma para São Paulo, e, em 1830, inventa seu próprio meio de impressão, a Polygrafie, já que não dispunha de um prelo. Gosta da idéia de procurar novos meios de reprodução e descobre isoladamente um processo de gravação através da luz, que batizou de Photografie, em 1832, três anos antes de Daguerre. A ironia histórica, oculta por 140 anos, é que o processo era mais eficiente do que o de Daguerre. Já em 1833 utilizou uma chapa de vidro em uma câmara escura, cuja imagem era passada por contato para um papel sensibilizado.
O livro e o trabalho de Kossoy, incluindo a reprodução dos métodos registrados por Florence nos laboratórios do Rochester Institute of Technology, levaram ao reconhecimento internacional do pesquisador franco-brasileiro, e até a França assimilou que a fotografia tem múltiplas paternidades.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Dicas para fotografar prédios, casas e interiores


Dicas para fotografar prédios, casas e interiores

 

 

A arquitetura e a fotografia são grandes aliadas, ajudando-se mutuamente. Enquanto a fotografia procura ressaltar tudo o que existe de mais belo na arquitetura, esta última serve de material para imagens poéticas, inspiradoras, inusitadas e belas. Mas qual seria a melhor forma de se retratar prédios, casas e interiores?



Tudo depende do propósito da fotografia, já que existem imagens mais informativas, e outras que são puramente artísticas. Isto é, se você precisa informar ao retratar um prédio, por exemplo, para que alguém saiba como ele é, vai precisar ter uma abordagem diferente do que seria para uma imagem que tem por objetivo principal capturar algo belo.

Fotografia informativa

 

Imagine que você precisa enviar uma imagem para um amigo seu mostrando uma construção qualquer. O objetivo é que ele veja a imagem e saiba exatamente do que se trata, e entenda o que está sendo mostrado. Isso é a fotografia informativa. Ela abre menos portas para o fotógrafo abusar da criatividade, mas isso não quer dizer que precisa ser algo sem graça.
Observe bem o prédio ou casa que deseja fotografar, vendo-os de vários ângulos e distâncias diferentes. Tente aplicar o que já foi dito sobre enquadramento para conseguir uma composição bonita e completa.



É importante saber o que precisa estar na fotografia, como estruturas, janelas e paredes específicas, e o que pode ser tirado fora. Na fotografia acima, por exemplo, o que precisava aparecer era a estrutura em forma de olho e suas rampas. Já o prédio branco retangular atrás pôde ser cortado sem problemas.
Em fotografias de interiores, abuse de lentes com um ângulo de captura grande para que seja possível mostrar o máximo em uma só imagem. Não é por que você precisa mostrar tudo com fidelidade ao real que não se torna possível deixar a foto mais bonita ou artística. Portanto, utilize a iluminação (natural ou não) a seu favor, criando fotografias de ambientes mais aconchegantes.



Preste atenção também nas texturas e materiais existentes nos ambientes internos e nos prédios e casas, e veja como esses fatores se comportam com as diferentes iluminações durante o dia, para escolher a melhor hora para fotografar o que precisa ser documentado.

A arte de fotografar arquitetura

 

Ao contrário da fotografia informativa, que possui o propósito claro de mostrar a outra pessoa um local como ele realmente é, quando você fotografa simplesmente pela arte, nada é proibido e a sua criatividade pode ser a chave para melhores imagens.

Desenvolva o olhar



Porém, para conseguir fotos espetaculares, não basta simplesmente sair com uma câmera criando imagens aleatórias de locais bonitos, é preciso saber o que e para onde olhar. Fotografar prédios e casas é muito mais fácil para quem já gosta de arquitetura e entende um pouco (não é preciso muito) sobre o assunto, pois a pessoa sabe o que se destaca em uma determinada construção.
Além disso, conhecer o assunto ajuda o fotógrafo a escolher melhores enquadramentos que enriqueçam o que está sendo mostrado. Para conhecer arquitetura, não é preciso se aprofundar em textos teóricos e longos, basta, na maior parte dos casos, sair e observar.
Um fotógrafo é, em essência, um observador de tudo. Olhe mais para cima quando sair pela sua cidade, você vai ver muitos detalhes que passam despercebidos normalmente, como cúpulas de igrejas, enfeites em prédios antigos, escadas de emergência e muito mais.



Esteja com o equipamento pronto

 

Uma dica importante, para quem possui tanto uma câmera maior quanto uma compacta, é sair sempre que possível com a compacta na bolsa, ao ir para o trabalho, para a aula ou mesmo sair para passear.
Já que é difícil estar sempre com uma câmera profissional à mão, pelo menos se algo chamar a atenção você pode registrar, e quem sabe voltar depois com outro equipamento. Muitos celulares com câmera hoje em dia conseguem tirar imagens com alta resolução, e podem ser suficientes para uma emergência.



Quando você for sair especialmente para fotografar, esteja com o equipamento preparado. Cada fotógrafo tem os seus itens indispensáveis, mas existem objetos que podem ser muito úteis: guarda-chuva (mesmo se estiver sol, você pode precisar usá-lo para fazer sombra), fita adesiva (acredite, isso é muito importante!) e pilhas reservas (ou a bateria completamente carregada) podem fazer toda a diferença.

O enquadramento faz toda a diferença

Nós já falamos um pouco sobre as linhas neste artigo, mas vale ressaltar, já que na fotografia de arquitetura isso é muito importante. Preste muita atenção nas linhas, retas ou curtas, e no efeito que isso pode causar na imagem, quando olhadas a partir de um ângulo diferente. Tente tirar o seu observador de um lugar comum, forçando-o a adotar um ponto de vista pouco usual.



Os principais elementos que devem ser levados em conta no enquadramento são: linhas retas, curvas, objetos diferenciados (enfeites, objetos de época, decorações, detalhes em geral etc...), texturas e cores contrastantes, simetrias, luz e os elementos arquitetônicos usuais, como janelas, portas, arcos, escadas e outros. Combine e misture esses elementos, criando uma fotografia rica.
Agora que você já sabe o que procurar, é mais fácil pensar em como enquadrar isso para que a fotografia se torne interessante. A regra dos terços é uma possibilidade, porém ela não serve para trabalhar com simetria, por exemplo, já que nesses casos o prédio ou casa precisa estar posicionado bem no meio da fotografia.



Utilize a profundidade de campo para criar imagens com várias camadas, ou imagens “chapadas”, causando diferentes sensações. A verdade é que o fotógrafo precisa conferir ao elemento arquitetônico uma personalidade, um sentimento, seja ele força, fraqueza, alegria, medo, drama ou outros.
Por exemplo, a luz atravessando a janela e iluminando um quarto bem arrumado traz um sentimento de conforto para a foto, já a mesma luz atravessando a janela e iluminando um cômodo sem nenhum móvel ou objeto, traz um sentimento de solidão, de vazio. Saiba aproveitar essas sensações usando-as a seu favor!



 Fotografar prédios, casas e interiores não é uma tarefa difícil, porém requer um olhar mais apurado para que seja possível identificar o que vale a pena ser visto. Comece a observar o ambiente ao seu redor com mais cuidado e, acompanhado de uma câmera, registre novos pontos de vista.

sábado, 19 de maio de 2012

13 dicas para fotos casuais




Que tal aprender como garantir fotos de maior qualidade, mesmo sem ler o manual inteiro da câmera, nem frequentar um curso sobre a arte e a técnica da fotografia?

A praticidade das câmeras digitais e a popularidade cada vez maior dos celulares com câmeras de melhor qualidade vêm permitindo que cada vez mais pessoas – que não desejam dominar a técnica da fotografia – se dediquem a tirar fotos dos momentos que desejam preservar, paisagens que desejam relembrar, e das pessoas de que gostam.



O aumento do número de fotos causado por este fenômeno já me levou a escrever um artigo anterior sobre como sair melhor em fotos casuais, já que não conseguimos evitar que nossas fotos sejam tiradas nos momentos mais inesperados.
E agora chegou o artigo do ponto de vista oposto: as dicas para quem não quer dominar a técnica e a arte da fotografia, mas mesmo assim deseja aproveitar melhor os recursos que tem à disposição, melhorando a qualidade das fotos casuais que tira.
Ler o manual inteiro dos equipamentos, e frequentar um bom curso sobre o tema, seriam estratégias bastante interessantes, se você realmente quer dominar a Fotografia. Mas se o seu interesse é casual, as dicas a seguir irão lhe ajudar a melhorar bastante seus resultados, sem esforço desproporcional.

Como fotografar melhor

1.         Dirija e intervenha: Se estiver tirando fotos de pessoas posando, não se limite a fotografá-las como estiverem, ou aos clássicos comandos direcionais (“mais pra trás”, “mais pra direita”). Procure o melhor fundo, a melhor iluminação, reagrupe-as. Procure mostrar a personalidade delas, tire múltiplas fotos para depois escolher as melhores. Mas não exagere, a não ser que sejam modelos pagos para isso, senão logo elas vão parar de colaborar!




2.         Não centralize tudo! Depois que você aprender a travar o foco, passe a dar mais vida e dinamismo às suas fotos, abandonando a técnica antiga de deixar o ponto principal da foto exatamente no seu centro. Uma das maneiras mais básicas de obter um enquadramento harmonioso é imaginar que a sua foto é um grande tabuleiro de jogo da velha, e alinhar o modelo a uma das duas linhas verticais traçadas, como no exemplo acima. Depois de dominar o alinhamento básico, você pode buscar aprender mais sobre o bom uso da grade de 3×3 células formada pelo “jogo da velha”, usando bem suas linhas e células para enquadrar. Dica extra: algumas câmeras dispõem do recurso de exibir esta grade diretamente no display, facilitando a vida de nós, amadores.


Plano médio e plano americano

3.         Dê dois ou cinco passos para a frente… Meu avô dizia que uma foto bem enquadrada mostra ao mesmo tempo os pés e a cabeça do modelo, mas às vezes faz bastante sentido tirar as fotos bem mais de perto. Enquadre bem, e conscientemente, mas não tenha medo de tirar as fotos um pouco mais de perto. Se for o caso, tome emprestado do Cinema o Plano Americano (do joelho pra cima, mostrando melhor a expressividade do rosto, sem esconder o fundo) ou o Plano Médio (da cintura pra cima, mostrando com clareza a interação entre os modelos).


4.         Pratique o uso do seu flash fora de casa: Ao tirar retratos fora de casa, dependendo das condições de iluminação, o rosto ficará sombreado. Dominar o uso do flash nestas condições exige alguma prática, mas praticar com fotos digitais custa pouco – convide alguém e pratique posicionamento (contra o sol, a favor do sol, na sombra, etc.) e distâncias até saber como se posicionar – e aí aplique o que aprendeu, quando chegar a hora certa. Às vezes a distância máxima para uso do flash ao ar livre não passa de 5 ou 6 passos, e se você tirar fotos com ele ligado a distâncias superiores a isso, o efeito será o oposto ao desejado: vai ficar tudo escuro.



5.         Aprenda a “travar” o foco: já aconteceu de você tirar uma foto, e ao vê-la posteriormente, perceber que a câmera colocou em foco alguma coisa do fundo da imagem, e o que você queria mostrar ficou borrado, como no exemplo acima? Normalmente, para “travar” o foco, você deve apontar a mira da sua câmera digital exatamente para o ponto que deseja focalizar, e aí apertar o disparador até a metade, aguardando para que seja focalizado (até ouvir um bip, ou ver o indicador da mira ficar verde). Aí, sem soltar o disparador (que está apertado apenas até a metade), reposicione a câmera para dar o enquadramento que desejar – o foco permanecerá fixo, por mais que você reenquadre.



6.         Tenha memória e bateria suficientes: a marca do fotógrafo amador malsucedido é o despreparo. Quem já não viu alguém num canto da festa apagando fotos da memória da câmera porque acabou o espaço, e reclamando porque está tendo de apagar fotos de que havia gostado? Quem nunca ouviu a clássica pergunta desesperada: “alguém tem pilha? a minha acabou!” Se você gosta de fotografar, comprar mais um ou dois cartões de memória para a sua câmera não é caro, e ter baterias carregadas de reserva é essencial.



7.         Fique na altura do seu modelo: Especialmente se for tirar fotos de crianças ou bichos, procure segurar a câmera na altura dos olhos deles. A foto vai ficar muito mais interessante e natural, mesmo que eles não estejam olhando para a lente da câmera! Veja a diferença no exemplo acima, cortesia da Kodak.



8.         Prefira um plano de fundo que seja uniforme: não precisa ser liso, mas idealmente deve ser contínuo. Tome cuidado especialmente com composições que façam parecer que um galho ou um poste “nascem” da cabeça de alguém retratado. Um fundo uniforme destaca o tema da sua foto, como demonstra o exemplo acima, cortesia da Kodak.

9.         Conte a história toda: Se estiver fotografando um evento, como uma viagem ou uma festa, não se esqueça de contar a história toda: registre os preparativos, a partida, arrumações, chegada de convidados, retorno, etc. Tire muitas fotos, e depois escolha quais merecem ser guardadas. Assim, o registro fica muito mais rico.



10.      Automatize o que precisar: Eu prefiro escolher sozinho o foco e o momento exato da foto, mas há quem tenha dificuldades na operação ou coordenação e acaba tirando grande quantidade de fotos tremidas, fora de foco, ou perdendo o momento exato que queria registrar. Se você conhece alguém assim, insira na lista de possíveis presentes de aniversário para esta pessoa uma câmera com estabilização automática de imagem, detecção de face (‘face detection’) e detecção de sorriso (‘smile shutter’). O primeiro estabiliza a cena, evitando o efeito causado pelo tremor do fotógrafo ;-)


Na foto da direita, o “face detection” estava ativado, e a câmera ajustou sozinha o foco e exposição

Ambos os demais são recursos exclusivos para “retratos”, sendo que o primeiro deles identifica automaticamente os rostos das pessoas sendo enquadradas, e ajusta o foco, exposição e outros parâmetros da câmera para mostrá-los melhor. Já o último fica atento a estes rostos, e tira a foto no momento em que detectar o surgimento de um sorriso. As configurações avançadas podem ser complicadas (de sorrisinho a gargalhada, sorrisos de todos os modelos ou de um específico, etc.), mas a configuração padrão tende a ser boa, bastando ativá-la (e essa parte é fácil) quando necessário.



11.      Mantenha a câmera em alta resolução: Uma dica clássica, e completamente desnecessária se você seguiu a dica lá de cima sobre estar preparado, era configurar a câmera para usar baixas resoluções, permitindo assim guardar mais fotos na memória. Tenha bastante memória disponível, e aí não tenha medo de manter a configuração original de resolução – 5 megapixels ou mais, e nunca menos de 3 megapixels. Você sempre pode reduzi-las na hora de arquivá-las no micro, se desejar, mas mantê-las em alta resolução lhe dará a opção futura de imprimir com qualidade, até mesmo em formatos maiores.



12.      Gosta de auto-retratos? As câmeras digitais, especialmente as de celulares e smartphones, são responsáveis pela proliferação de auto-retratos tirados segurando a câmera com o braço esticado, tendo de adivinhar o enquadramento, o foco e o fundo. Muitas vezes, mesmo que a foto não fique tecnicamente boa, serve como um registro divertido e interessante. Se você tem o hábito, peça ao Papai Noel uma câmera com flip no display LCD, permitindo girá-lo para ver a imagem mesmo quando se está de frente para a lente. Se não rolar, ao menos procure uma câmera com um mini-espelho de enquadramento ao lado da lente, como as de alguns smartphones Treo, de aparelhos diversos da Nokia (o meu E71 tem), e de muitos outros.

13.      … ou compre um mini tripé: Se você gosta de tirar fotos de si mesmo (seja com o timer da própria câmera, ou segurando a câmera apontada para si), está na hora de arranjar um mini-tripé. Muitos deles cabem, quando desarmados, no estojo da sua câmera. Eles permitem melhor posicionamento e controle de enquadramento, e custam tão barato que não vale a pena continuar sem eles.

Uma dica extra, para quem quiser praticar, é a da “revelação” caseira. Imprimir fotos em casa, com qualidade típica de serviços profissionais, pode exigir equipamentos e suprimentos relativamente caros. Mas uma impressora doméstica típica, operando em seu modo de mais alta qualidade e com papéis fotográficos que você encontra na papelaria da esquina, pode servir bem para uma impressão casual ou eventual, especialmente quando for para praticar. Eu sempre tenho em casa um envelope destes papéis, e de vez em quando eles são úteis – mas tomo o cuidado de guardá-los seguindo as recomendações do fabricante, expressas no envelope, senão eles estragam rapidinho.