Dicas para fotografar prédios, casas e interiores
A
arquitetura e a fotografia são grandes aliadas, ajudando-se mutuamente.
Enquanto a fotografia procura ressaltar tudo o que existe de mais belo na
arquitetura, esta última serve de material para imagens poéticas, inspiradoras,
inusitadas e belas. Mas qual seria a melhor forma de se retratar prédios, casas
e interiores?
Tudo
depende do propósito da fotografia, já que existem imagens mais informativas, e
outras que são puramente artísticas. Isto é, se você precisa informar ao
retratar um prédio, por exemplo, para que alguém saiba como ele é, vai precisar
ter uma abordagem diferente do que seria para uma imagem que tem por objetivo
principal capturar algo belo.
Fotografia informativa
Imagine
que você precisa enviar uma imagem para um amigo seu mostrando uma construção
qualquer. O objetivo é que ele veja a imagem e saiba exatamente do que se
trata, e entenda o que está sendo mostrado. Isso é a fotografia informativa.
Ela abre menos portas para o fotógrafo abusar da criatividade, mas isso não
quer dizer que precisa ser algo sem graça.
Observe
bem o prédio ou casa que deseja fotografar, vendo-os de vários ângulos e
distâncias diferentes. Tente aplicar o que já foi dito sobre enquadramento para conseguir uma composição bonita e
completa.
É
importante saber o que precisa estar na fotografia, como estruturas, janelas e
paredes específicas, e o que pode ser tirado fora. Na fotografia acima, por
exemplo, o que precisava aparecer era a estrutura em forma de olho e suas
rampas. Já o prédio branco retangular atrás pôde ser cortado sem problemas.
Em
fotografias de interiores, abuse de lentes com um ângulo de captura grande para
que seja possível mostrar o máximo em uma só imagem. Não é por que você precisa
mostrar tudo com fidelidade ao real que não se torna possível deixar a foto mais
bonita ou artística. Portanto, utilize a iluminação
(natural ou não) a seu favor, criando fotografias de ambientes mais
aconchegantes.
Preste
atenção também nas texturas e materiais existentes nos ambientes internos e nos
prédios e casas, e veja como esses fatores se comportam com as diferentes
iluminações durante o dia, para escolher a melhor hora para fotografar o que
precisa ser documentado.
A arte de fotografar arquitetura
Ao
contrário da fotografia informativa, que possui o propósito claro de mostrar a
outra pessoa um local como ele realmente é, quando você fotografa simplesmente
pela arte, nada é proibido e a sua criatividade pode ser a chave para melhores
imagens.
Desenvolva o olhar
Porém,
para conseguir fotos espetaculares, não basta simplesmente sair com uma câmera
criando imagens aleatórias de locais bonitos, é preciso saber o que e para onde
olhar. Fotografar prédios e casas é muito mais fácil para quem já gosta de
arquitetura e entende um pouco (não é preciso muito) sobre o assunto, pois a
pessoa sabe o que se destaca em uma determinada construção.
Além
disso, conhecer o assunto ajuda o fotógrafo a escolher melhores enquadramentos
que enriqueçam o que está sendo mostrado. Para conhecer arquitetura, não é
preciso se aprofundar em textos teóricos e longos, basta, na maior parte dos
casos, sair e observar.
Um
fotógrafo é, em essência, um observador de tudo. Olhe mais para cima quando
sair pela sua cidade, você vai ver muitos detalhes que passam despercebidos
normalmente, como cúpulas de igrejas, enfeites em prédios antigos, escadas de
emergência e muito mais.
Esteja com o equipamento pronto
Uma
dica importante, para quem possui tanto uma câmera maior quanto uma compacta, é
sair sempre que possível com a compacta na bolsa, ao ir para o trabalho, para a
aula ou mesmo sair para passear.
Já que
é difícil estar sempre com uma câmera profissional à mão, pelo menos se algo
chamar a atenção você pode registrar, e quem sabe voltar depois com outro
equipamento. Muitos celulares com câmera hoje em dia conseguem tirar imagens
com alta resolução, e podem ser suficientes para uma emergência.
Quando
você for sair especialmente para fotografar, esteja com o equipamento
preparado. Cada fotógrafo tem os seus itens indispensáveis, mas existem objetos
que podem ser muito úteis: guarda-chuva (mesmo se estiver sol, você pode
precisar usá-lo para fazer sombra), fita adesiva (acredite, isso é muito
importante!) e pilhas reservas (ou a bateria completamente carregada) podem
fazer toda a diferença.
O enquadramento faz toda a diferença
Nós já
falamos um pouco sobre as linhas neste artigo, mas
vale ressaltar, já que na fotografia de arquitetura isso é muito importante.
Preste muita atenção nas linhas, retas ou curtas, e no efeito que isso pode
causar na imagem, quando olhadas a partir de um ângulo diferente. Tente tirar o
seu observador de um lugar comum, forçando-o a adotar um ponto de vista pouco
usual.
Os
principais elementos que devem ser levados em conta no enquadramento são:
linhas retas, curvas, objetos diferenciados (enfeites, objetos de época,
decorações, detalhes em geral etc...), texturas e cores contrastantes,
simetrias, luz e os elementos arquitetônicos usuais, como janelas, portas,
arcos, escadas e outros. Combine e misture esses elementos, criando uma
fotografia rica.
Agora
que você já sabe o que procurar, é mais fácil pensar em como enquadrar isso
para que a fotografia se torne interessante. A regra dos terços é uma possibilidade, porém ela não serve
para trabalhar com simetria, por exemplo, já que nesses casos o prédio ou casa
precisa estar posicionado bem no meio da fotografia.
Utilize
a profundidade de campo para criar imagens com várias camadas, ou
imagens “chapadas”, causando diferentes sensações. A verdade é que o fotógrafo
precisa conferir ao elemento arquitetônico uma personalidade, um sentimento,
seja ele força, fraqueza, alegria, medo, drama ou outros.
Por
exemplo, a luz atravessando a janela e iluminando um quarto bem arrumado traz
um sentimento de conforto para a foto, já a mesma luz atravessando a janela e
iluminando um cômodo sem nenhum móvel ou objeto, traz um sentimento de solidão,
de vazio. Saiba aproveitar essas sensações usando-as a seu favor!









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